sábado, 24 de janeiro de 2015


Ídolo da vez: Luan Santana

   Hoje vamos conhecer a história da Amanda Lopes, fã do Luan Santana que contou sua história do encontro com ele!

Minha história com o Luan começou muito antes de eu sequer imaginar que seria fã. Em 2008, na época em que os sons de msn eram a sensação, uma amiga me mandou a de um menino com uma voz que eu considerei estranha e engraçada, cantando uma música que eu nunca tinha ouvido antes. Foi impossível não rir e fazer piada com ele, durante muitos meses ouvi aquela música, que mais tarde descobri se chama "Falando sério", porque no fundo, estranhamente havia gostado dela. Procurei o perfil do tal "gurizinho" como era conhecido o tal menino e cheguei até a pensar em adicionar, porém, não o fiz, "pra que vou querer ele aqui?" foi o que pensei.
Dois anos mais tarde, em janeiro de 2010, outra amiga, essa de Campo Grande - MS, me falou de um tal de Luan Santana que estava estourando na cidade dela e me mandou a música "Meteoro", ouvi e gostei, mas nada demais. Nessa época, estava sem computador, entrava apenas uma vez por semana, quando ia numa lan house, passei a ouvir a música toda semana através do youtube. Chegava em casa e ligava o rádio, pra ouvir junto com minha mãe e toda hora dizia "Quero ouvir aquela música lá do Te dei o sol, te dei o mar..." e sempre ouvia ela responder "toca o dia todo", mas nunca quando eu ouvia.
Numa quinta feira, se não me engano, quando voltava do curso que fazia, liguei a televisão em malhação e lá estava o tal Luan Santana cantando na novela, era a primeira vez que eu o via. "Ah, bonitinho, gosto da música dele, mas é vesguinho né?". No dia seguinte, assistindo vídeo show quando me aparece o tal Luan Santana de novo, aumentei o volume. Ali descobri que tinha apenas 18 anos, morava em Campo Grande - MS e de cara descobri sua mania de arregalar os olhos, pois o fez a entrevista toda. Simpatizei com ele e dias depois, quando meu computador voltou do conserto, resolvi baixar o cd inteiro. Me encantei por todas as músicas e eram as únicas que eu ouvia por muito tempo.
Menos de um mês se passou, quando outro programa foi ao ar, percebi que já estava "fã" quando ele apareceu e eu fiquei eufórica na frente da tv, que estava com o volume no máximo. Mal piscava e já sabia cantar praticamente todas as músicas que ele cantou. Queria e precisava muito ir a um show, o que aconteceu cerca de 2 meses depois, numa cidade vizinha. Infelizmente, os sorteios pra camarim naquele show não ocorreram, então não tive a oportunidade de conhecê-lo, fiquei muito longe do palco, mas foi incrível do mesmo jeito. Me apaixonei mais ainda e dois meses depois estava em outro show. Dessa vez cheguei mais perto, atrás do palco, porém quando ele já tinha ido embora.


O Encontro


Mais dois meses depois, ele estaria de novo em uma cidade vizinha e os planos com duas amigas que também eram fãs, já estavam feitos, tínhamos certeza que as três ganhariam camarim. Mas não foi isso que aconteceu. Apenas uma de nós ganhou, achamos que tudo estava perdido, mas não ficamos tristes, porque pelo menos uma realizaria seu sonho. Chegando lá, procuramos a produção, esperamos um certo tempo, até que o segurança veio conversar com as meninas sorteadas. Conversamos com Deus e mundo para tentar conseguir acesso também, mas ninguém estava disposto a ajudar. Choramos, choramos por duas horas e nada. Todos com pena das choronas, mas ninguém podia fazer nada. O segurança tentava nos acalmar, dizendo que pelo menos tínhamos a oportunidade de ir em um show, coisa que muitos fãs não tinham. Não adiantou, continuamos chorando ali, até o momento em que levaram as sorteadas para esperar a hora de conhecê-lo, fomos barradas na porta do camarote e ali ficamos, com o coração na mão. Cerca de dez minutos depois, meu celular tocou, quando atendi, minha amiga que estava na fila para o camarim, dizia desesperada e feliz "O CLÁUDIO (o segurança) TÁ INDO BUSCAR VOCÊS", eu achei que era mentira, achei que não tinha entendido direito, não sabia se gritava ou se ria, se chorava, mas agora de alegria, fiz tudo ao mesmo tempo, deixando minha outra amiga, que estava ao meu lado, desesperada.
Mal deu tempo de contar o que estava acontecendo, quando avistamos Claudio, conversando com outro segurança para liberar nossa entrada. Saímos quase que correndo e ele nos pediu calma. Colocou pulseiras em nossos braços e disse para esperarmos que ele nos levaria. Ficou por volta de cinco minutos conversando, o que pra nós parecia uma eternidade, resolvemos tentar entrar sem ele, claro que fomos barradas. Logo depois Claudio veio e nos acompanhou até a fila do camarim, onde encontramos nossa amiga e os outros fãs que conhecemos. Tiramos fotos com a banda e esperamos por mais meia hora, quando finalmente havia só uma porta nos separando dele, a ficha parecia não querer cair, o segurança nos pedia calma, mas estávamos quase morrendo por dentro.
 Quando a porta foi aberta e eu pude vê-lo ali, tão branco quanto um boneco de cera, abri a boca e não conseguia acreditar que ele era mesmo real e estava ali, na minha frente, parecia apenas que estava assistindo um DVD em tamanho real. Esse foi meu primeiro pensamento "ele não existe, é um boneco, é um dvd". Ouvi o secretário Roberval me chamar, pedindo a câmera, com uma cara risonha, afinal, nossa reação realmente deveria ser engraçada. Mal estiquei o braço na direção dele, não conseguia tirar os olhos de Luan. Minhas amigas o abraçaram primeiro e quando finalmente fui, nem sabia o que fazer. Ele me deu o rosto pra beijar e eu simplesmente ignorei, fui seca no abraço, o apertei tanto que fiquei com medo de quebrá-lo, ele fez o mesmo. Sei que nunca mais terei um abraço dele tão sincero quanto aquele.

Claro que o clichê "eu te amo" foi dito, eram as únicas palavras que eu parecia não ter esquecido. Minhas amigas o chamaram para colocarem uma pulseira que havíamos comprado, no braço dele, as mãos tremiam tanto que quase não conseguiram fechar. Enquanto isso eu apenas fiquei parada ao lado dele, observando e tentando absorver o máximo de perfume possível. Roberval nos apressou para a foto, mesmo que sem pensar, respondi grosseiramente "ESPERA AÍ" e ouvi um "estamos atrasados, ainda temos o show" em resposta. Contra a vontade, nós quatro nos posicionamos para a foto, que foi tirada por três câmeras diferentes, sequer pensamos em mudar de pose, foto era o que menos importava naquele momento. Logo depois, lembro de chamar Luan e pedir para que seguisse nosso fã clube no twitter, ele respondeu "sigo, sigo, anota aí pra mim", anotar onde? Não tinha papel, muito menos caneta ali. Luan virou-se em direção ao secretário dizendo "arruma uma caneta pra ela aí", depois disso as coisas ficam um pouco embaralhadas, não me lembro se fomos puxadas por algum segurança, ou se fomos saindo inconscientemente, mas lembro que já perto da porta, falei sobre as fãs que ficaram do lado de fora, sem poder abraça-lo, e minhas amigas pediram pra que ele fizesse um coração com as mãos. Em seguida já estávamos do lado de fora e aquela sensação não parecia real, foram apenas cerca de dois minutos, mas havia sido melhor do que podíamos ter imaginado. A ficha demorou e muito para cair. Depois disso, fui em mais 21 shows, além de ir atrás em hotéis e aeroportos, o abracei mais dez vezes, mas nenhuma se compara a primeira vez.







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